domingo, 22 de maio de 2011

brainstorm #2

"- Então, devemos partir?
- Sim, vamos.
Eles não se movem."

- Essa luz forte!
- Fecha os olhos...
- Vira de costas...
- Pega o óculos escuro...
- Tampa com a mão...
- Xinga a mãe do dono...
- Reze...
- Tira a roupa...
- Use filtro solar...
- Faz igual aquela que come luz...
- Pega um espelho...
- Uma peneira...
- Uma garrafa d'água...
- O cesto de roupa...
- Água oxigenada...
- A laje...
- A piscina de plástico...
- O asfalto...
- Pede seu amor em casamento...
(pausa)
- E se chegar à noite?

(cc) 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011




Intr.: (D D7 G D/F# Em Em/D A/C# D)

D A7 D
Oh Deus salve o oratório
A7 D
Oh Deus salve o oratório
D7 G D/F# Em
Onde Deus fez a morada, oiá, meu Deus
A7 D
Onde Deus fez a morada, oiá
D A7 D
Onde mora o Calix Bento
A7 D
Onde mora o Calix Bento
D7 G D/F# Em
E a hóstia consagrada, oiá, meu Deus
A7 D
E a hóstia consagrada, oiá
D A7 D
De Jessé nasceu a vara
A7 D
De Jessé nasceu a vara
D7 G D/F# Em
E da vara nasceu a flor, oiá, meu Deus
A7 D
Da vara nasceu a flor, oiá
D A7 D
E da flor nasceu Maria
A7 D
E da flor nasceu Maria
D7 G D/F# Em
De Maria o Salvador, oiá, meu Deus
A7 D

terça-feira, 29 de março de 2011

de terno tudo fica mais fácil

quinta-feira, 3 de março de 2011

vamos falar da dudude

"let's play me moscow disco"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ruído branco

um ruído, imperceptível aos ouvidos dos outros, mas presente. atordoava-o, como um helicóptero a planar dentro da cabeça. e, naquele momento, ele estava desconectado de tudo. a informação que ousasse entrar, fosse a fofoca mais sórdida, era transformada em pedaços, e chegava irreconhecível.

tentava contar, como ensinaram a ele na infancia. um, dois, tr… três, qu… quat… e assim nunca conseguia, sem que uma dor o tomasse de súbito e o escravisasse.

tinha consigo algumas palavras mágicas: nomes de princípios ativos e de outras substâncias, recomendadas por médicos, terapeutas, curandeiros, e pela vizinha de apartamento. as letras tremiam tanto quanto seus olhos, e depois suas mãos e seus dentes.

correu para o computador creme e, depois do choque de luz que os olhos levaram, tentou alguns gestos de mouse e teclado, como se fosse um xamã digital. mas o seu oráculo não estava disposto a traduzir seus desígnios ou pelo menos balbuciar alguma tentativa de cura.

restou, então, concluir a coisa mais lógica possível: vou voar pelo mundo como uma abelha. e assim, fez-se a metamorfose.

sábado, 19 de fevereiro de 2011